Meu amigo Jimmy organizou uma “festa surpresa de aniversario” para ele mesmo alguns meses atrasado. A “festa” foi uma viagem para Charlottesville, Virginia (estado logo ao Sul de Maryland).
O roteiro:
Um tour por Monticello , a casa de Thomas Jefferson (um dos presidentes americanos, redator da Declaracao de Independencia dos EUa, lembra?) e projetada por ele mesmo .
Um almoco na Michie Tavern, bem ao estilo sec. XVIII.
Uma parada pra desgustacao de vinhos em Barbousville.
Um tour pelo centro de Charlottesville
Um tour pela Universidade da Virginia (UVA)
Jantar Tailandes (? nao me lembro!).
Ufa! Tudo num sabado so. Bao que so!

*Post a ser editado.

Pra começar o ano com novas: estarei cá nos EUA até setembro de 2009, e não até março.

Mas que graça tem feriado se ele é um dia igual a todos os outros? Que graça tem o último ou o primeiro dia do ano se a gente faz a mesma coisa que a gente faz todos os dias?

Queria um dia como os outros 20 e poucos que eu já tive, que são quase sempre a mesma coisa, mas diferentes dos outros 300 e poucos que vinham antes.

Resolução de ano novo? Não tinha nenhuma, mas hoje estou me prometendo ser mais fiel às minhas tradições. Assim eu não me sinto tão de fora da minha própria vida.

E não, não estou deprimida! :)

Que venha o novo, com brilho e mais vida!

Happy New Year!

Estou me acostumando à falta de pessoas sempre solidárias, dispostas a ajudar desconhecidos, dar informações, se preocupar com quem estiver do lado… Talvez por isso as pessoas de Toronto tenham me surpreendido tanto.

Eu, a Paula e o Vittório notamos que o ponto mais marcante da nossa viagem foi a capacidade de se intrometer onde não foram chamados (no bom sentido) das tais pessoas. À menor cara de “e agora, pra onde a gente vai?” ou ” como é que…?”, alguém já se oferecia pra dar informação, sempre de forma gentil, sem que nem ao mesmo fosse necessário pedir.

Pessoas de Toronto, vocês estão DE PARABÉNS!

CN Tower em Toronto
CN Tower em Toronto

Mas quanta neve…

Acabei de ler no Blog da Soninha:

“Me revolta pensar que todos os estudantes matriculados no ensino fundamental e médio em São Paulo e em quase todo o Brasil TÊM AULAS DE INGLÊS NO CURRÍCULO. E ninguém termina o colegial sabendo falar, escrever ou ao menos ler inglês com o que aprende na escola. São duas horas por semana durante oito anos e as pessoas mal dominam os instrumentos básicos do idioma. Não saberiam chegar em uma rodoviária e perguntar a que horas sai o ônibus. “

Tenho pensando muito nisso ultimamente. Sonhei com isso essa noite. Por quê, hein?

Ai eu estava sentada no gramado do CB, e um papo seguia o outro, das coisas mais bobas e corriqueiras, a questoes de extrema importancia ou simples viagens, com os amigos que passavam e paravam para “trocar uma ideia”, compartilhando comigo o tempo que eles tinham. O sol brilhava forte, mas era so o suficiente pra me manter aquecida, e a brisa bem oportuna pra nao deixar a paisagem monotona. Bom pra manter o vico do espirito.  Despertei para o fato de que a luz fazia toda a diferenca. Acordei, como se estivesse mesmo estado la. So o sol, ao menos hoje, estava aqui.

Tirei essa foto pro Benjamin, mas resolvi publicar

Obama & Marx

O que o povo nao faz por um voto ne… Quem e brasileiro ja sabe bem essa historia. Bem, como jah eh sabido, onde a populacao nao e obrigada a votar o que se tem visto bastante e campanha pra que as pessoas ao menos se deem ao trabalho de ir as urnas. A Starbucks esta dizendo que amanha (dia da eleicao), pra quem for ate uma das lojas e contar a eles que votou, o cafe e por conta da casa.

Eu me senti excluida dessa…

“E se todos se importassem o bastante pra votar? Nao 54%, mas 100% de nos? E se nos importassemos no dia 5 tanto quanto nos importamos no dia 4 de novembro?E se nos nos importassemos todo o tempo como nos importamos as vezes?  Seria o mundo um lugar melhor? A gente tambem acha” (Anuncio da Starbucks)

(Por favor, me perdoem a falta de acento. as vezes funciona, as vezes nao. paciencia!)

Tem dias que eu nao tenho so saudades de quem eu amo. Esta “corta como aco de navalha”. Tem dias que eu sinto saudade tambem de pequenos habitos na vida que eu tinha e que faziam toda a diferenca. Hoje eu estou com saudade de chamar a casa onde eu moro de MINHA CASA, mesmo que ela seja apenas 1/5 minha, de tomar posse da cozinha, de ouvir o barulhinho da panela de pressao e sentir o cheiro de comidinha caipira e o gostinho dos temperos, de nao queimar a boca com pimenta, de bater um bolo sob olhares gulosos, que nao sabem contar calorias, so historias pra preencher os interminaveis 40 minutos ateh que a gente possa saber que gosto tem esse cheiro, e poder partilhar o doce, o carinho e a nao culpa por ingerir acucar, e de nao me preocupar de jeito nenhum com as “pounds” que eu vou ganhar, porque eu nao estou sozinha na missao de fazer o tal bolo desaparecer. Saudade de feriado, de sair do trabalho com a sensacao de dever cumprido e ainda ter um pouco de claridao no ceu. Saudade de tomar onibus. E de ouvir historias de estranhos, mesmo sabendo que “nao e da minha conta”. Saudade de “bandejar” e de enrolar mais meia horinha pra continuar o papo que a gente comecou depois do encontro inusitado.  De receber um telefonema a qualquer hora dizendo: “estou passando ai!”. Saudade de suco natural e de roda de violao, de cantar e de fazer sentido. De contar historias interminaveis e falar mais que a boca, e de ouvir “voce fala demais!”. De nao ficar com medo do inverno.

Ai saudade de abraco… E de abraco apertado, demorado.

Eis o problema: eu já não sei mais como me apresentar por aqui sem criar confusão na cabeça das pessoas e na minha. No começo eu pronunciava meu nome como se pronuncia no Brasil (como eu sou chamada desde que me entendo por gente), mas todo mundo entendia errado, e começava a me chamar de Kadina ou Katina. Então me rendi e comecei a pronunciar Karina como o Benjamin e o pessoal aqui de casa o fazem. O problema é que assim o pessoal acha que eu sou Corina.

Eu tô me sentindo o Sr. Paiva daquela história, sabe qual é? O seu paiva que montou um ateliê em Londres, colocou seu nome na fachada e começou a ser chamado de “Pêiva”. Então ele resolveu mudar a fachada e escrever “Peiva” já que tinha se tornado conhecido por esse nome. Mas então as pessoas começaram a chamá-lo de “Piva”, e ele resolveu mudar de novo a fachada para “Piva”. E então finalmente as pessoas o chamaram “Paiva”, e ele resolveu não mudar mais a fachada.

Foi assim que o cara da Starbucks interpretou o meu nome

Foi assim que o cara da Starbucks interpretou o meu nome

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