Julho 2008


Eis o problema: eu já não sei mais como me apresentar por aqui sem criar confusão na cabeça das pessoas e na minha. No começo eu pronunciava meu nome como se pronuncia no Brasil (como eu sou chamada desde que me entendo por gente), mas todo mundo entendia errado, e começava a me chamar de Kadina ou Katina. Então me rendi e comecei a pronunciar Karina como o Benjamin e o pessoal aqui de casa o fazem. O problema é que assim o pessoal acha que eu sou Corina.

Eu tô me sentindo o Sr. Paiva daquela história, sabe qual é? O seu paiva que montou um ateliê em Londres, colocou seu nome na fachada e começou a ser chamado de “Pêiva”. Então ele resolveu mudar a fachada e escrever “Peiva” já que tinha se tornado conhecido por esse nome. Mas então as pessoas começaram a chamá-lo de “Piva”, e ele resolveu mudar de novo a fachada para “Piva”. E então finalmente as pessoas o chamaram “Paiva”, e ele resolveu não mudar mais a fachada.

Foi assim que o cara da Starbucks interpretou o meu nome

Foi assim que o cara da Starbucks interpretou o meu nome

Estou indo para a biblioteca hoje à tarde quando ouço uma mulher gritando “vc quer cortar o cabelo?”. Continuei andando porque não achei que ela estava falando comigo. Na volta passo de novo e vejo que o salão de cabelereiros estava aberto (eles não abrem de domingo) e um cartaz na porta informando que eles estariam excepcionalmente atendendo durante esta tarde.

O motivo de botar o povo pra trabalhar em pleno domingo é nobre: tudo o que eles arrecadarem com cortes de cabelo hoje ajudará a financiar o tratamento de uma garotinha sofrendo de linfoma. Além disso, uma partte da equipe estava no estacionamento lavando carros também pra arrecadar um dinheirinho pra esse fundo.

Achei super bacana iniciativa deles. Fiquei pensando naquela velha fábula do passarinho tentando apagar o incêndio carregando água no bico… É só uma garota de muitas crianças com linfoma, cancer e etc. Mas imagino quanta diferença essa tarde vai fazer na vida dela. E os aprendizes de cabelereiros ainda saem com uma experiência extra.

I am going to the library this afternoon, an I hear this woman yelling: “do you wanna have your hair cut?”. I keep walking because I think she’s not talking to me. In my way back, I pass by The Temple open (they usually don’t open on Sunday) and an ad telling they’d would be working this afternoon exceptionally.

The reason of making their team work on a Sunday is noble: all the money they’re raising from haircuts today will help with the costs of the treatment for a little girl that has linphoma. Moreover, a part of the team was at the parking lot washing cars to raise money too.

I think it is really nice. I was thinking about that old story where a bird tries to extinguish a fire in the forest carrying water in its beak. That is just a little girl between much others suffering with linphoma, cancer, etc. But I wonder what a difference this afternoon will make in her life. And the students at The Temple will also get an extra experience.