Quando me mudei de casa pela primeira vez eu comecei um diário de bordo pra continuar mantendo o contato com alguns amigos sem precisar escrever a mesma coisa pelo menos umas 3 vezes. Os assuntos no tal Blog (o pobre abandonado “Passei, e agora?“) só sugerem as inúmeras ondas por que já me dexei levar e que imprimiram marcas em mim.
A temporada na Unicamp me fez muito bem, sem dúvida. Aquilo lá alarga e enche a gente de tudo um pouco, faz reconhecer gosto e desgosto. Mas no fim é tão bom que a gente cresce e vai criando raiz, não quer mais arredar pé. Não sei o que me deu, mas me rebelei, achei que não devia pertencer a ela, embora aprecie ser parte dela. Ao mesmo tempo que me soltava me prendia a um quê de não ter pra onde ir… Andar pra trás é que não pode.
Deu a doida, botei o pé no mundo. Ainda não sei se por coragem ou por medo. Ainda vai tempo pra saber… E como quem não tem cão caça com gato, não fui pra Itália, não fui pra Espanha, nada de Europa. Barato, mas seguro, o melhor jeito de estudar fora ganhando uma grana legalmente: Ká agora é Au Pair nos EUA.
Au Pair é uma expressão que vem do francês pra designar pares, o que no caso seria uma estudante estrangeira e a familia que a acolhe. O plus do programa é que a tal estudante recebe casa e comida, uma bolsa de estudos e um salário semanal por cuidar dos rebentos da tal familia. Enquanto isso, convivendo o par família+estudante fazem ambos um intercambio de cultura, de experiências. Atraente para alguém interessado em um ano sabático.
Como diz a minha mãe, a gente enquanto descansa carrega pedra. É o que eu tô fazendo.
E como eu não posso parar de falar, e talvez ainda haja quem queira ouvir (ou ler), aqui vou eu. “Vamo afiá a prosa.”
