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Meu amigo Jimmy organizou uma “festa surpresa de aniversario” para ele mesmo alguns meses atrasado. A “festa” foi uma viagem para Charlottesville, Virginia (estado logo ao Sul de Maryland).
O roteiro:
Um tour por Monticello , a casa de Thomas Jefferson (um dos presidentes americanos, redator da Declaracao de Independencia dos EUa, lembra?) e projetada por ele mesmo .
Um almoco na Michie Tavern, bem ao estilo sec. XVIII.
Uma parada pra desgustacao de vinhos em Barbousville.
Um tour pelo centro de Charlottesville
Um tour pela Universidade da Virginia (UVA)
Jantar Tailandes (? nao me lembro!).
Ufa! Tudo num sabado so. Bao que so!

*Post a ser editado.

O que o povo nao faz por um voto ne… Quem e brasileiro ja sabe bem essa historia. Bem, como jah eh sabido, onde a populacao nao e obrigada a votar o que se tem visto bastante e campanha pra que as pessoas ao menos se deem ao trabalho de ir as urnas. A Starbucks esta dizendo que amanha (dia da eleicao), pra quem for ate uma das lojas e contar a eles que votou, o cafe e por conta da casa.

Eu me senti excluida dessa…

“E se todos se importassem o bastante pra votar? Nao 54%, mas 100% de nos? E se nos importassemos no dia 5 tanto quanto nos importamos no dia 4 de novembro?E se nos nos importassemos todo o tempo como nos importamos as vezes?  Seria o mundo um lugar melhor? A gente tambem acha” (Anuncio da Starbucks)

(Por favor, me perdoem a falta de acento. as vezes funciona, as vezes nao. paciencia!)

Tem dias que eu nao tenho so saudades de quem eu amo. Esta “corta como aco de navalha”. Tem dias que eu sinto saudade tambem de pequenos habitos na vida que eu tinha e que faziam toda a diferenca. Hoje eu estou com saudade de chamar a casa onde eu moro de MINHA CASA, mesmo que ela seja apenas 1/5 minha, de tomar posse da cozinha, de ouvir o barulhinho da panela de pressao e sentir o cheiro de comidinha caipira e o gostinho dos temperos, de nao queimar a boca com pimenta, de bater um bolo sob olhares gulosos, que nao sabem contar calorias, so historias pra preencher os interminaveis 40 minutos ateh que a gente possa saber que gosto tem esse cheiro, e poder partilhar o doce, o carinho e a nao culpa por ingerir acucar, e de nao me preocupar de jeito nenhum com as “pounds” que eu vou ganhar, porque eu nao estou sozinha na missao de fazer o tal bolo desaparecer. Saudade de feriado, de sair do trabalho com a sensacao de dever cumprido e ainda ter um pouco de claridao no ceu. Saudade de tomar onibus. E de ouvir historias de estranhos, mesmo sabendo que “nao e da minha conta”. Saudade de “bandejar” e de enrolar mais meia horinha pra continuar o papo que a gente comecou depois do encontro inusitado.  De receber um telefonema a qualquer hora dizendo: “estou passando ai!”. Saudade de suco natural e de roda de violao, de cantar e de fazer sentido. De contar historias interminaveis e falar mais que a boca, e de ouvir “voce fala demais!”. De nao ficar com medo do inverno.

Ai saudade de abraco… E de abraco apertado, demorado.

Estou indo para a biblioteca hoje à tarde quando ouço uma mulher gritando “vc quer cortar o cabelo?”. Continuei andando porque não achei que ela estava falando comigo. Na volta passo de novo e vejo que o salão de cabelereiros estava aberto (eles não abrem de domingo) e um cartaz na porta informando que eles estariam excepcionalmente atendendo durante esta tarde.

O motivo de botar o povo pra trabalhar em pleno domingo é nobre: tudo o que eles arrecadarem com cortes de cabelo hoje ajudará a financiar o tratamento de uma garotinha sofrendo de linfoma. Além disso, uma partte da equipe estava no estacionamento lavando carros também pra arrecadar um dinheirinho pra esse fundo.

Achei super bacana iniciativa deles. Fiquei pensando naquela velha fábula do passarinho tentando apagar o incêndio carregando água no bico… É só uma garota de muitas crianças com linfoma, cancer e etc. Mas imagino quanta diferença essa tarde vai fazer na vida dela. E os aprendizes de cabelereiros ainda saem com uma experiência extra.

I am going to the library this afternoon, an I hear this woman yelling: “do you wanna have your hair cut?”. I keep walking because I think she’s not talking to me. In my way back, I pass by The Temple open (they usually don’t open on Sunday) and an ad telling they’d would be working this afternoon exceptionally.

The reason of making their team work on a Sunday is noble: all the money they’re raising from haircuts today will help with the costs of the treatment for a little girl that has linphoma. Moreover, a part of the team was at the parking lot washing cars to raise money too.

I think it is really nice. I was thinking about that old story where a bird tries to extinguish a fire in the forest carrying water in its beak. That is just a little girl between much others suffering with linphoma, cancer, etc. But I wonder what a difference this afternoon will make in her life. And the students at The Temple will also get an extra experience.

Dá uma sensação tão estranha olhar pro céu e não ver o Cruzeiro, as Três Marias… dá a impressão que alguém bagunçou o céu, embaralhou tudo pra eu não me achar.

I have this weird feeling when I look at the sky and I don’t see the Southern Cross, the “three Maries”… It seems to me that somebody messed up the sky and scrambled everything so I can’t find myself.

Ta um calor da gota e eu quero festa junina. Quero comer pipoca, pamonha, batata doce assada na brasa, doce de abobora com coco, bolo de milho, tomar vinho quente, sentir o cheiro do quentao, comer cachorro quente com molho escorrendo pela mao, comer canjica, pacoca, pe de moleque, fazer sardas no rosto, vestir vestido florido e fazer trancas no cabelo achar um par e dancar em volta da fogueira sob as bandeirolas e um ceu cheio de estrelas e o vento soprando fresquinho.

Engraçado é passar o dia pensando a que horas vai aparecer um “anjo” que me arrume um copo de chocolate quente com café pra me manter funcionando (e não só goiabando) o resto do dia, e terminar o dia contabilizando um saldo muito positivo de agradecimentos por pequenas alegrias que pude proporcionaar às pessoas sem eu nem perceber. Coisas simples como o café com que eu sonhei o dia inteiro ( e que eu fui buscar por minha conta quase 10 da noite). Sentimento bom, esse…

It’s funny to spend the day thinking about what time an “angel” will appear to get me a cup of
hot chocolate w/ coffee to keep me working the rest of the day, and then finish the day realizing that I got a good score of thanks for small things that I could give people without realizing I was doing it. Simple things like the coffee I’ve been dreaming about all day long (and got it by myself at 10pm). That’s a good feeling… Somehow…

Estou usando um iMac emprestado pelo meu host. Muito bom, mas me dá alguns desgostos diariamente… Os bigatos na maçã. Um dos mais irritantes e o mais corriqueiro é a configuração do teclado. Se deixo americano, tenho que ignorar acentos e chovem protestos (eu também protestaria, pois é mesmo irritante ler textos “pelados”). Se seleciono o brasileiro, ele não funciona. Segui a dica do Benjamin e estou usando o

teclado português (de Portugal), que me permite colocar acentos, mas me deixa perdidinha quanto à pontuação, pois os pontos e sinais gráficos ficam nos lugares mais esdrúxulos (pra mim, acostumada ao teclado versão BR).

Ao menos eu descobri o atalho pra alternar entre as opções selecionadas (alt + command + space). Já é uma

mão na roda, mas ainda assim confuso.

Mas será que custa fazer uma configuração de teclado brasileira que seja decente?

Como eu fiquei um tempão só pensando mas emudecida pela falta de recursos de comunicação (embora na Terra dos Livres, no Primeiro Mundo e blablabla), tenho uma reserva de posts não publicados. Vou comecar descongelando aos poucos, mesmo que já estejam fora de contexto.

Quando me mudei de casa pela primeira vez eu comecei um diário de bordo pra continuar mantendo o contato com alguns amigos sem precisar escrever a mesma coisa pelo menos umas 3 vezes. Os assuntos no tal Blog (o pobre abandonado “Passei, e agora?“) só sugerem as inúmeras ondas por que já me dexei levar e que imprimiram marcas em mim.

A temporada na Unicamp me fez muito bem, sem dúvida. Aquilo lá alarga e enche a gente de tudo um pouco, faz reconhecer gosto e desgosto. Mas no fim é tão bom que a gente cresce e vai criando raiz, não quer mais arredar pé. Não sei o que me deu, mas me rebelei, achei que não devia pertencer a ela, embora aprecie ser parte dela. Ao mesmo tempo que me soltava me prendia a um quê de não ter pra onde ir… Andar pra trás é que não pode.

Deu a doida, botei o pé no mundo. Ainda não sei se por coragem ou por medo. Ainda vai tempo pra saber… E como quem não tem cão caça com gato, não fui pra Itália, não fui pra Espanha, nada de Europa. Barato, mas seguro, o melhor jeito de estudar fora ganhando uma grana legalmente: Ká agora é Au Pair nos EUA.

Au Pair é uma expressão que vem do francês pra designar pares, o que no caso seria uma estudante estrangeira e a familia que a acolhe. O plus do programa é que a tal estudante recebe casa e comida, uma bolsa de estudos e um salário semanal por cuidar dos rebentos da tal familia. Enquanto isso, convivendo o par família+estudante fazem ambos um intercambio de cultura, de experiências. Atraente para alguém interessado em um ano sabático.

Como diz a minha mãe, a gente enquanto descansa carrega pedra. É o que eu tô fazendo.

E como eu não posso parar de falar, e talvez ainda haja quem queira ouvir (ou ler), aqui vou eu. “Vamo afiá a prosa.”

Ka na Casa Branca

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